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última atualização 20/06/2016

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Coisa de encruzilhada

Naquela noite de lua nova [poderosa lua nova, invisível, eclíptica] senti-me compelido a praticar um ritual autêntico que não há de constar em nenhum livro de magia jamais escrito. Um tiro no escuro mirando alvos diversos, todos, vantajosos e oportunos, seja em grupos ou individualmente.
Tratando-se, não obstante, de um procedimento simples composto por uma oferenda e uma oração, serve para conjurar o que quer que seja. Desejos bobos, de vida e de morte. Amor, dinheiro e sonho. Bons sonhos... contos de fada. Toda maldade é vetada.
Eis os ingredientes da oferenda. Um pedaço de papel [imaculadamente branco] em que se escreverá o próprio nome por três vezes. Uma mecha do próprio cabelo. Uma moeda de prata e uma de ouro. Três pétalas de rosa vermelha. Uma gota de sangue humano.
Leve a oferenda e queime-a aos pés duma bananeira jovem, rogando suas preces para o mesmo vento que carrega a fumaça até os céus. Terminado o rito, esqueça do que fez e do local onde descansam as cinzas. Esqueça tudo pois, agora, tudo pertence ao vento e a ele caberá decidir em que mãos pousará o prêmio.
Aceite de bom grado o nada.