Eterna luta
Uma imagem vale mais que mil palavras!
A idéia do projeto Laço Vermelho partiu do grupo Visual Aids, de Nova Iorque, em 1991, sobre três pilares:
1. Permanecer anônimo, como indivíduos, e dar o crédito pela criação do projeto Laço Vermelho à bancada de artistas do Visual Aids como um todo, e não nomear qualquer pessoa como o “criador” do projeto;
2. Manter livre os direitos autorais sobre a sua imagem, como um símbolo único, de domínio público, de modo que nenhum indivíduo ou organização se beneficie com o seu uso;
3. A fita vermelha deve ser usada como um símbolo de conscientização, que exprima a solidariedade em relação aos portadores do HIV, e, não como uma ferramenta comercial ou marca.
Os artistas que formavam o grupo Visual Aids pretendiam criar um símbolo visual para demonstrar compaixão pelas pessoas que vivem com AIDS e também os profissionais de saúde. Inspirado pelas fitas amarelas em honra aos soldados americanos que serviram na Guerra do Golfo, a cor vermelha foi escolhida por sua “ligação com o sangue e à idéia de paixão [do Lat. passione, sofrimento] – não só raiva, mas o amor, como no dia dos namorados”. Quando no início de 1991 o ator Jeremy Irons recebeu o prêmio “Tony” com uma fita vermelha presa à camisa, o sucesso foi imediato e duradouro e a fita logo se tornou famosa como um símbolo internacional de conscientização sobre a Aids, e um acessório de moda politicamente correta nas lapelas das celebridades. A fita vermelha continua a ser uma poderosa arma na luta para aumentar a consciência pública sobre HIV/Aids e nos esforços políticos para aumentar o financiamento do tratamento e da pesquisa científica.
Em 1992 nascia em Londres a Red Ribbon International, uma ONG responsável pelo controle dos usos (e abusos) do símbolo internacional de luta contra a Aids. A Red Ribbon não quer ver o símbolo sendo usado por quem não tem nada a ver com a luta contra a Aids.
- matéria especial do UOL sobre HIV/Aids
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