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última atualização 20/06/2016

terça-feira, 31 de março de 2009

Mise en abyme*

* à beira do abismo

Leia a primeira Frase do Dia
O plano era considerado perfeito, cada um de seus colaboradores faria sua parte visando à satisfação do conjunto, mas existia um elo fraco na corrente que deixou a razão ser atropelada pela paixão, e aconteceu o inesperado. Sem que ninguém soubesse, o inimigo se valeu de um recurso de espionagem tão primitivo quanto eficaz: escutar atrás da porta para descobrir o valioso segredo.
Agora, a sombra da morte paira sobre suas cabeças. De um lado o dragão, do outro, a espada. Não há armaduras, não há escudos, não há rota de fuga, não há mais tempo... entre mortos e feridos, quantos restarão para contar a história?


Se a vingança é mesmo um prato que se come frio, então, que o inimigo morra com a garganta queimada!

Agora leia a segunda Frase do Dia

sexta-feira, 27 de março de 2009

Meu próprio crepúsculo

Hoje eu recebi, no meu celular, um torpedo da minha amiga Paluzza pedindo notícias. Ela mora tão longe de mim, no momento, e a única forma de nos comunicarmos, mesmo sendo a mais prática, é através de aparatos eletrônicos frios e uma linguagem cifrada, econômica e contraída. Por isso vim ao escritório de papai. Antes, porém, de entrar na página do meu provedor de emails, eu passei aqui neste blog como se eu fosse um mero visitante e fui surpreendido com o que encontrei. Aquilo me deixou tão surpreso quanto emocionado.
Nestas últimas semanas eu tenho lido compulsivamente os livros de Stephenie Meyer a respeito da paixão improvável entre uma moça humana, chamada Bella, e um vampiro centenário, chamado Edward. Ao que parece os livros são best sellers em todo mundo, mas não me dei o trabalho de comprar nenhum deles, “roubando” facilmente as suas cópias digitais da internet depois de ver algumas críticas e depois do lançamento do filme baseado no primeiro volume, Crepúsculo.
Ontem eu terminei o último volume e me senti extremamente infeliz. Estava triste porque a história acabou, com raiva da incrível contradição que havia ali nas últimas linhas em que Edward murmurou para Bella: “Pra sempre e pra sempre e pra sempre”, em seguida, a palavra incontestável, FIM. Eu estava triste porque eu senti inveja de algo que não sei explicar, desejando pra mim estes sentimentos que só poderiam mesmo existir em um romance sobrenatural e juvenil. Obviamente a contribuição destes livros para a literatura mundial é questionável, mas talvez por causa da tradução do inglês para o português, em algumas passagens da narrativa era possível encontrar verdade naquilo que estava escrito, encontrar beleza. E eu senti inveja, eu cobicei pra mim aqueles sentimentos fictícios. Desejei pra mim um amor que também fosse pra sempre e pra sempre e pra sempre...

Talvez seja só a reação natural que se espera ter por uma história, talvez seja um caso raro de esquizofrenia para o qual não há remédio. Quem é que sabe?
Então, hoje, eu passei por este blog e encontrei alívio para a minha tristeza. Seu nome é Nikolai Vronski. Alguém que eu não conheço fisicamente, alguém que, como ele mesmo disse, talvez eu nunca venha a encontrar em pessoa, mas que foi capaz de me tocar fundo, tão fundo, bem em um lugar que doía e me curou e me reconfortou. Obrigado por isso, Nikolai, meu amado imortal. Pra sempre e pra sempre e pra sempre.

domingo, 22 de março de 2009

Dois hidrogênios, um oxigênio



A água. Supõe-se que foi em um meio aquoso, entre tempestades elétricas e radiações solares, que surgiram as primeiras moléculas replicantes de DNA na Terra primitiva. Terra, o planeta água,... azul. Dois terços de sua superfície cobertos de água, um bem de todos mas, mesmo assim, algumas pessoas têm mais que outras, assim como o dinheiro, como o ouro. No calor dos desertos do Oriente Médio a gasolina jorra das torneiras, tão facilmente quanto a água que sai das nossas torneiras, aqui no Brasil. Tanta água, infinita e tão preciosa quanto o petróleo árabe, pelo menos, durante os próximos 50 anos, no caso da água, para sempre.
No Brasil, a falsa ideia de que a água não tem fim faz as pessoas utilizá-la indiscriminadamente mal. E não estou falando dos exemplos citados nessas campanhas bobas que pedem que fechemos as torneiras enquanto nos ensaboamos durante o banho ou ao escovar os dentes, situações em que eu acho que cada um sabe qual a medida do seu conforto. Estou falando, na verdade, das pessoas que gastam litros e litros de água para “varrer” suas calçadas com a intenção de tirar umas folhas secas ou um papel de bala que seriam facilmente pegos com as mãos ou empurrados com uma vassoura. Também há os amantes de carros que gastam os mesmos litros e litros de água para lavá-los, quando apenas dois baldes cheios são suficientes. Exemplos assim não são raros.
Alguns dirão “sou eu quem paga a conta, por isso posso gastar quanta água eu quiser”, ao que eu respondo: de que adiantará ter dinheiro se faltar água nas centrais de abastecimento?

Precisamos desenvolver uma nova atitude no uso consciente dos recursos naturais. Saúde!





Segue o Seco
Composição: Carlinhos Brown / Marisa Monte

A boiada seca
Na enxurrada seca
A trovoada seca
Na enxada seca

Segue o seco sem sacar que o caminho é seco
Sem sacar que o espinho é seco
Sem sacar que seco é o Ser Sol
Sem sacar que algum espinho seco secará
E a água que sacar será um tiro seco
E secará o seu destino secará

Ô chuva, vem me dizer
Se posso ir lá em cima prá derramar você
Ô chuva, preste atenção
Se o povo lá de cima vive na solidão

Se acabar não acostumando
Se acabar parado calado
Se acabar baixinho chorando
Se acabar meio abandonado
Pode ser lágrimas de São Pedro
Ou talvez um grande amor chorando
Pode ser o desabotoado céu
Pode ser coco derramando
Redundante? Pegue aqui e ouça [5,8 MB - mp3]