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última atualização 20/06/2016

domingo, 8 de junho de 2008

Pelo dia dos namorados

Embora, na prática, eu não seja muito romântico, nada me impede de apreciar histórias de amor. Especialmente aquele amor que surge depois de uma transa espetacular que aconteceu em um primeiro encontro.
Para mim, o amor pode surgir inesperadamente, sem querer, por isso hoje eu homenageio a tod@s @s enamorad@s que comemorarão o 12 de junho, dia dos namorados no Brasil, com a série que eu considero mais romântica dentre todos os
contos egeus[+] de IAN HANKS já publicados, O DESAFIO.

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Cada louco com sua mania

Na última segunda-feira [02/jun] eu revi uma amiga que estava sumida já tinha algum tempo. Trata-se da ARIELLY, uma mulher que ainda conserva uma beleza exótica, apesar de os anos a terem castigado muito. Ela é uma louca como poucas, de quem eu guardo somente pequenas mágoas indolores [se é que isso existe].
Ela veio a São Paulo por um motivo um tanto dantesco: descobrir o esconderijo de um ex-marido [ou ex-amante, namorado, sei lá] que a deixou para ter um affair com sua tia rica [e velha]. Para silenciá-la e desacreditá-la perante o resto da família, essa tia, posando de ofendida, a chamou de louca, drogada e ameaçou interná-la em um sanatório.
Como coadjuvante em mais um capítulo da vida nada ortodoxa de Arielly, eu passei a tarde inteira com ela, colocando o papo em dia num boteco da Rua Nova dos Portugueses, região de Santana. Vez ou outra ela voltava para seu “posto” na tocaia ao ex. Ela estava à paisana, mas jurou que preferia estar disfarçada com peruca e óculos escuros. Foi bem engraçado.
Mais tarde desejei-lhe sorte em sua empreitada e voltei pra casa quando o sol triste de outono se pôs atrás dos prédios.

Parada 2008


O que falar sobre a Parada do Orgulho Gay deste ano? Não gostei, ponto!
Uma multidão nada-a-ver lotou a Avenida Paulista, a Consolação e imediações. Eram menininhas teens sempre em grupos numerosos [bandos] atraindo com seus feromônios todo tipo de macho no cio. Rapazes suburbanos, também aos montes, exibiam-se como garanhões comedores fanfarrões dispostos a tudo, seja com as óbvias mulheres solteiras, seja com qualquer outra coisa que parecesse mulher. Casais hétero a partir dos 20 anos se esfregavam e se comiam voluptuosa e descaradamente enquanto seguiam os trios elétricos, sob a luz do sol, como que em celebração a algum deus pagão, como uma Sodoma, como se a Parada gay [ou ser gay essencialmente] representasse uma liberação para todas as suas fantasias normalmente proibidas mesmo entre quatro paredes. Drogas? Sempre haverá em aglomerações deste tipo e nunca me incomodaram, mas o excesso de bebida alcoólica deixou seu rastro de sujeira, vandalismo e casos de emergência médica que só deve ter sumido com a chuva que limpou São Paulo nos dias seguintes...
HORRÍVEL, SUPERLOTADO, DESORGANIZADO! Claro que também teve coisas boas: a companhia de amigos queridos, a música e o clima de confraternização, mas poderia ter sido infinitamente melhor.
Não sei a quem culpar, a prefeitura que não organizou efetivamente o acesso dos participantes do evento e a venda indiscriminada de bebidas alcoólicas, a própria Associação da Parada que está mais preocupada em manter o recorde mundial em número de participantes que com o bem-estar dos mesmos ou a essa suposta permissividade a tudo que é gay atualmente no Brasil [globalização?].
É verdade que este evento já perdeu sua finalidade política há muito tempo, mas, este ano, o que eu vi foi mais uma micareta fora de época, igual a todas as outras que existem por aí abertas ao público em geral, que uma passeata propriamente dita.
Não gosto de micaretas por isso decidi que não vou mais à Parada, ponto final!






Revista ALONE. São Paulo, Ed. Kirótica. 1996

Análise com pitadas autobiográficas do movimento gay, dentro e fora do Brasil, nos últimos 30 anos. Liberdade de expressão, preconceito, aids, perdas e conquistas. Descobri este texto por acidente ao comprar uma revista usada de nu masculino, em uma banca da Avenida Tucuruvi, e achei bem adequado publicar neste momento.

Festa pré-Parada