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última atualização 20/06/2016

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

O Cotidiano De Um Feliz Casal

Eu fui visitar um grande amigo meu, Jeferson, que por acaso é estilista, mas está sem telefone no momento... enfim; estava lá e, entre um papo e outro, assistíamos algum clipe na MTV. Um deles me chamou atenção pela letra super comtemporânea, que reflete uma parcela [ou pelo menos estereotipa alguns elementos] da classe média nos grandes centros urbanos brasileiros.
O cantor [e compositor] é Jay Vaquer [+] e a música, Cotidiano de um casal feliz [+]. Confira[m].

ALGUÉM SABE DIZER O QUE É NORMAL?
PODE PARECER TÃO NATURAL

ELE MANDA EM TUDO, EM TODOS
CURTE SEU PODER
E DEIXA A ESPOSA EM CASA
PRA BRINCAR NO TRECO
DE QUALQUER TRAVECO
EM TROCA DE PRAZER
VAI SABER POR QUÊ...IE-IE
E A ESPOSA ANDA MALHADA
FEZ LIPOESCULTURA
E A FALTA DE CULTURA NUNCA FOI PROBLEMA
ELA TEM DINHEIRO
PRA DAR E VENDER
LÊ PAULO COELHO E SEICHO-NO-IE
VAI SABER POR QUÊ...IE

E ELES TÊM ESCRAVOS
DISFARÇADOS DE ASSALARIADOS
DIARIAMENTE HUMILHADOS
E LEVANTAM CEDO, SE ARRUMAM APRESSADOS
TÊM HORA MARCADA PRA FALAR COM DEUS

ALGUÉM SABE DIZER O QUE É NORMAL?
PODE PARECER TÃO NATURAL

ELE GUARDA NO HD
FOTOS DE CRIANÇAS NUAS, PRA TIRAR UM LAZER
CURTE VER AQUILO QUANDO FICA SÓ
ELA CONTA OS PASSOS QUE DÁ NO TRAJETO
ENTRE A TERAPIA E A BOCA DO PÓ
E ATÉ PENSA EM ADOTAR ALGUMA CRIATURA,
PODE SER UMA CRIANÇA OU UM LABRADOR
SÓ DEPENDE DA RAÇA, DEPENDE É DA COR
QUE PINTAR PRIMEIRO...
ELE FAZ COMO NINGUÉM A CARA DE QUEM NÃO SABE MENTIR
PODE ADMITIR PRA OCUPAR O VAZIO DA RELAÇÃO
MAS COM UMA CONDIÇÃO
NÃO QUER DAR BANHO, NEM LIMPAR MERDA O DIA INTEIRO
ELES FORAM VER O SHOW
DA DIANA KRALL
QUE ALGUÉM FALOU QUE ERA GENIAL
GRITARAM UHUUU DO CAMAROTE
ENCHENDO A CARA DE SCOTCH

E ELES TÊM ESCRAVOS
DISFARÇADOS DE ASSALARIADOS
DIARIAMENTE HUMILHADOS
E LEVANTAM CEDO, SE ARRUMAM APRESSADOS
TÊM HORA MARCADA PRA FALAR COM DEUS

ALGUÉM SABE DIZER O QUE É NORMAL?
PODE PARECER TÃO NATURAL

domingo, 23 de outubro de 2005

Isso é machismo, ou o quê?

::Dolce & Gabbana - "Dolce" Ilusão
GLSPLANET.COM - 20/10/05
O casal que provocou um choque na indústria da moda ao anunciar sua separação, agora surpreende de outras maneiras. É só tocar em casamento gay, Igreja e filhos. [+ Leia na íntegra]

Diante disto não sei o que pensar: será machismo? Não seria a primeira vez que tenho notícia deste tipo de pensamento vindo de gays [assumidos ou não] e que corroboram com a idéia medieval, aliás mais antiga que isso, no Gênesis, de que deve existir um "papai" e uma "mamãe" para que possamos definir termos como casamento, igreja ou filhos. Eu me incomodo com esse pensamento, porque ele se baseia na idéia de que somos gays, apenas, para saciar desejos sexuais... Meu mundo não gira em torno de sexo, puramente... O que acham?

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Quanto tempo, hein?

Faz tempo que eu não escrevo aqui, não é? É que a minha vida medíocre [sim, na minha vida dificilmente ocorrem fatos memoráveis] me atrapalha, e eu mesmo não tenho nem o que dizer; este blog é como uma memória. Aqui, [como não há muitos visitantes, talvez, nenhum] eu falo comigo mesmo. Esta bela ilustração de Julius [+] tem a seguinte inscrição: "desculpe, garotos, este site ainda está em construção." Neste período em que fique sem "postar" eu consegui muitas imagens de Julius [até algumas séries inteiras] incluindo esta, por acaso, colorida. Adoro os desenhos de Julius, e vocês?

sábado, 8 de outubro de 2005

Passado, passou?

Vou falar como se ainda fosse 7 de outubro, sexta-feira...
Hoje eu estava no ponto de ônibus sentado, um ponto final, perto de casa, e reparei neste gatinho barbado descendo a calçada e sequei. Ele parou de pé no ponto emparelhado com as outras pessoas que estavam em pé e começou a também me observar, isso me espantou então desviei o olhar. Um tempinho depois, chegou junto: "com licença, você é o Daniel?" Eu, PER-PLE-XO, por esse cara me conhecer, confirmei e ele começou uma conversa, chamava-se André e havia estudado comigo nas 7ª e 8ª séries e perguntou se eu me lembrava dele. Infelizmente, aquela pessoa na minha frente era um estranho, mas sem se importar com isso continuou com as histórias de 15 anos atrás e não se conformava que eu não me lembrasse dessa época. Disse-lhe que talvez não tivesse tão boas recordações. Tomamos o ônibus, sempre com esse assunto, eu rachando a minha cabeça tentando lembrar de alguém em comum, mas nunca conseguia ligar as caras aos nomes. Precisei descer e nos despedimos sem trocar telefones ou e-mail, de alguma forma preferi manter uma "distância segura". Voltei pra casa e tudo martelava na cabeça, claro que eu lembrava das coisas que me foram mais marcantes, e, como ele não divagou sobre a minha sexualidade, não quis me abrir. Mas ele deu algumas informações que me permitiram juntar algumas peças. Ele dizia "eu não acredito que você não lembra de mim", mais umas histórias de "banheiro", então acho que já sei de quem se trata. Na 7ª série eu me envolvi rapidamente com um colega, nós dois virgens, inexperientes, num dos banheiros do térreo... Eu não sabia chupar, não sabia dar, não sabia nada, mas queria muito; me virei e me ofereci[?]. Ele com sua ereção mais que ereta apontou, socou e acertou na trave. Abafou um grito de dor e fui ver o que tinha acontecido: ele estava com o pinto sangrando... coitado! Dei papel higiênico e ele disse que não era grave. Voltamos pra sala e nos outros dias ele disse estar tudo bem e que aquele tipo de "acidente" era normal[?], mas nos traumatizou e nunca mais tentamos nada. Ele mudou de escola e só voltou a aparecer agora, muito diferente, porém com a memória intacta... Agora não vejo a hora de encontrá-lo de novo pra confirmar as minhas suspeitas.
Essa história tem uma moral. Nunca esqueça da camisinha e NUNCA ESQUEÇA DO LUBRIFICANTE... ninguém quecisa sair ferido de um encontro furtivo no banheiro...