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última atualização 20/06/2016

sábado, 6 de agosto de 2011

Ausência

É meio estranho estar aqui de novo depois de tantos meses afastado. Por tanto tempo, na minha vida inteira, eu estive desempregado e com tempo ocioso, infinito tempo ocioso, diga-se de passagem, que nem me dava conta de como uma simples mudança de hábitos poderia afetar drasticamente a minha rotina. Eu gosto de rotinas, regras, ordenamento... enfim, tudo que tem sequência me traz uma sensação agradável de continuidade. Eu gosto quando as coisas duram. Sempre que faço essas minhas “autoanálises”, percebo o quanto minha personalidade é conflitante, cheia de contrastes, às vezes, antagônicos. Sim, eu gosto de rotina e continuidade, mas o trinômio começo-meio-fim, por exemplo, tem algo que me incomoda. O fim é o fim e acabou, não há continuidade, espiritualidades a parte, o fim não significa o começo de nada mais já que, por si só, o fim representa o término. Hello-ou! Daí que vem o meu lado anárquico, boêmio, porra-loca. Não importa onde começou, o que importa é o meio, o “durante”, não existe fim.
Eu me incomodo por ser preguiçoso, acomodado, desanimado, até. Não sou daqueles que vivem momentos maravilhosos nos poucos minutos entre um compromisso e outro. Não entendo os workaholic, essas pessoas que vivem pilhadas, ligadas no 220V, multitarefas. Entendo menos ainda essa nova geração, esses jovens que, parece, já nasceram com um chip implantado no cérebro. Não dormem muito, só comem besteiras, jogam videogame ao mesmo tempo em que falam no Twitter e no Facebook. Estudam, trabalham, namoram e se divertem; tudo ao mesmo tempo agora.
Acho que eu deveria ter nascido na Bahia.

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