FAVOR REPORTAR LINKS QUEBRADOS

FAVOR REPORTAR LINKS QUEBRADOS
Please report broken links
リンク切れを報告してください。

última atualização 20/06/2016

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Viver ou morrer?


É tão intenso e dinâmico. A vida e o tempo correndo sobre uma montanha-russa. A certeza escrita sobre linhas tortas. Submetidos a todas as contradições possíveis, estar no ponto mais alto não significa outra coisa senão o prenúncio da queda. De repente a terra treme, uma onda gigante nos atinge de surpresa e retornamos aos tempos da guerra fria, com a ameaça de destruição do mundo pelo núcleo do átomo. Na montanha-russa e sensação da queda nos dá prazer, uma descarga eletrizante de adrenalina que nos faz erguer os braços e gritar em êxtase. Então, a trava de segurança se abre, e viramos estrelas de um filme de terror qualquer. Ou não vamos ao parque, estamos no meio da semana e temos de ir à escola, estudamos Língua Portuguesa, Matemática e Ciências. Brincamos juntos, caçoamos uns dos outros, rimos, talvez alimentemos rancores tão profundamente enraizados que nos fazem querer vingança. Armamo-nos até os dentes. Todos são “o alvo”. Precisamos matar quem nos matou. E assim, morremos, pois nada dura para sempre, nem a vida, nem o tempo!



25 gangues apavoram gays e negros nas ruas da cidade
fonte: jornal Folha de S. Paulo, domingo, 03 de abril de 2011
Veja[m] galeria de fotos
Polícia Civil de São Paulo identifica 200 integrantes de grupos extremistas
Skinheads entre 16 e 28 anos são investigados por “crimes de ódio” que deram origem a 130 inquéritos policiais
LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO


Eles são jovens, com idades entre 16 e 28 anos.
Têm ensino fundamental e médio. Pertencem, em sua maioria, às classes C e D.
Usam coturnos com biqueiras de aço ou tênis de cano alto, jeans e camisetas.
São brancos e pardos - negros, não. Cultuam Hitler, suásticas e o número 88.
A oitava letra do alfabeto é o H; HH dá “Heil, Hitler”, a saudação dos nazistas.
Consomem baldes de álcool. As outras drogas têm apenas uso marginal.
Ostentam tatuagens enormes em que se leem “Ódio”, “Hate”, ou “Ame odiar”.
A propósito, odeiam gays e negros. São de direita.
Gostam de bater, bater e bater. E de brigar.
O perfil dessa turma, auto-denominada skinheads por influência do movimento surgido na Inglaterra durante os anos 1960, quem traçou foi a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
No total, a Decradi já identificou 200 membros de 25 gangues com nomes como Combate RAC (Rock Against Communism - rock contra o comunismo, em português) e Front 88 (sempre o 88).
São integrantes desses grupos que aparecem com mais frequência como agressores de negros, gays e em pancadarias entre torcidas organizadas, quando encarnam a faceta “hooligan”.
Também a exemplo do que ocorre na Europa, skinheads são especialistas em quebra-quebra entre torcedores.

FAIXA DE GAZA
A delegada Margarette Correia Barreto, titular da Decradi, é quem lidera o esforço de identificação dessas gangues. Atualmente, na delegacia, há 130 inquéritos envolvendo os “crimes de ódio”- motivados por preconceito contra um grupo social.
“O alcance e a repercussão desses ataques, entretanto, é muito maior do que em um crime comum. Se um homossexual é atingido, todo o grupo sente-se atingido”, exemplifica a delegada do Decradi. “É uma comoção.”
Pelo levantamento da polícia, o foco dos “crimes de ódio” é a região da avenida Paulista e da rua Augusta, na região central da cidade. Segundo a delegada, ali é “a nossa faixa de Gaza”.
O motivo é que a área tem a maior concentração de bares frequentados por gays e por skinheads - cada turma no seu reduto, mas todos muito perto uns dos outros. “Eles acabam se encontrando pela rua”, diz a delegada.


- polícia evita confronto entre manifestantes pró e contra Bolsonaro
- polícia detém integrantes de grupo neonazista na Paulista
- jovens de colégio em Alagoas filmam agressão homofóbica e divulgam vídeo na internet. Infelizmente o Youtube removeu o vídeo alegando que o mesmo faz apologia à violência. Eu discordo, pra mim o vídeo tem caráter jornalistico. Felizmente o TerraTV pegou o vídeo e o editou de modo que pudesse ser novamente exibido na rede. [+ Veja]
- a cada 36 horas, um homossexual é morto no Brasil

Nenhum comentário: