sábado, 11 de setembro de 2010

Por um novo tipo de eleitor



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Abre aspasa ideia de um monitoramento diário poderia muito bem ser aplicada à administração presidencial.
Funcionaria assim: encerrada a campanha, efetuada a votação, apurados os votos e empossado o vencedor, a avaliação começaria imediatamente. Uma certa quantidade de cabines eleitorais, com mesário, fiscal etc., continuaria a funcionar full-time em cada cidade, apta a receber eleitores que, arrependidos, quisessem retirar seu voto no candidato. A apuração desses antivotos seria diária e pública, e confrontada com a votação original. Os telejornais e a internet divulgariam o resultado daquele dia: ‘Hoje, o presidente recebeu 94.715 antivotos, perfazendo um total de 6.211.457 antivotos depositados desde a posse por pessoas insatisfeitas com sua administração. Mas, considerando-se os 48.313.989 que recebeu ao ser eleito, ainda mantém a confortável margem de 42.102.432 votos’. Se chegar a um patamar xis de desaprovação, o presidente deverá devolver o mandato e convocar novas eleições.


CASTRO, Ruy. “O antivoto”, in: jornal Folha de S. Paulo. São Paulo, sexta-feira, 20 de agosto de 2010.

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